segunda-feira, 12 de maio de 2014

Preciso descarregar toda a minha raiva de alguma forma, irei tentar escrevendo...
Eu já sabia que chegaria o dia em que eu receberia um banho de água fria... Por que é tão difícil se doar? Por  que as pessoas estão sempre dispostas a nunca se colocar na posição do outro? Por que é tão fácil apontar e julgar? Por que as pessoas não podem simplesmente sentar e conversar? É muito mais fácil desfazer uma amizade. É sempre mais fácil se desfazer do peso. Jogar ele fora. Pensei que poderia tratar as pessoas como adultas... Gostaria de saber verdadeiramente o que significa ser melhor amigo, ser amigo... Mas então, é assim... sou eu quem sempre ligo, sou eu quem sempre entra em contato... Quando as coisas vão mau, eu me preocupo, paro o que estou fazendo e me desloco até a pessoa, não importa a distância, eu vou! Mas quanto a mim a mim? Será que alguém já parou pra pensar que eu também gostaria de receber alguém na minha casa? Por que as pessoas que se dizem minhas amigas não podem fazer o mesmo? Eu achava que eu não tinha necessidade de receber o mesmo tipo de tratamento que eu dava, simplesmente porque ninguém é obrigado a nos doar o mesmo amor doamos e muito menos da forma como queremos... Mas os problemas começam a aparecer e ficha vai caindo... Sempre fui aquele de tipo de pessoa fissurada em fazer "O amigo", alguém que eu pudesse contar um monte de besteiras etc, mas é sempre assim: Eu só me vejo como aquele que se doa. Por que infernos só eu é que tenho que fazer visitas a sua casa? Por que que só eu é que tenho que me deslocar sempre? Por que eu sempre tenho que ser o amigo de todas as horas? Pensava eu que amigo era aquele que te apoiava e te de dava forças pra continuar... Não custa nada me visitar, não custa nada vim dar um abraço no seu amigo que acabou de perder uma pessoa especial... Será que custa tanto visitar aquele seu amigo que quase perdeu a mãe? Algumas pessoas vieram me visitar pessoas que eu não dava nada... Mas você não veio. Você nunca vêm! E eu nunca pergunto o porquê de nunca me visitar. ("Ah, não deu pra eu ir!" - Tudo bem, é o que eu digo...) Só não quero forçar. Aprendi que sentimentos não podem ser forçados, devem ser conquistados... Batalhei tanto por sua amizade... E quando inicia-se um problema a sua forma de chamar a minha atenção é mandando um mensagem via celular extremamente sarcástica... Saiba que irei fazer isso mesmo. Vou preencher o meu ego e deixa-lo bem inflável, só para que ele exploda e você possa rir, se divertir... Por que é isso que eu sempre fui, um bobo da corte! Pra fazer com as pessoas me notem tenho que contar piadas, ser a diversão da festa... Pensei que fossemos adultos, que pudéssemos resolver nossas diferenças com simples conversas, mas é claro eu tenho que ligar, eu sempre tenho que ligar. Poxa estou cansado de ter que me esforçar tanto pra manter uma amizade... Estou em um dos meu melhores momentos, estudando feito um louco, mas fazendo o que eu gosto, sendo finalmente reconhecido, dormindo praticamente quatro horas por dia, será que não dá pra me apoiar? Será que agora você poderia me visitar... A quer saber vai a merda! Estou sendo julgado mesmo não é? Eu me tornei uma pessoa arrogante? Eu trato mau as pessoas que estão ao meu redor? Tudo o que eu sempre quis foi ser reconhecido, sempre quis que as pessoas me admirassem... De fato estou no caminho certo, sempre fui incompreendido. E agora eu sei que isso não vai mudar nunca... E aproveito pra deixar aqui escrito que estou com muita preguiça de fazer novos amigos e sem força pra manter os antigos...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Velhinhas não precisam de ajuda para atravessar a rua!

Dumn. Acho que já está virando um hábito vir até esta página branca e começar a escrever. Ao fazer isso me sinto bem melhor e melhor comigo mesmo, fica muito mais fácil caminhar... Continuar. Espero que através da escrita eu possa sair desta vida de nostalgia. É claro que coisas boas devem ser lembradas mas, não dá pra viver somente de passado, a vida vai passando e você fica apegado demais as coisas do passado, assim você não consegue viver o agora.
Pois bem, hoje vou ficar escrevendo as coisas que me vêm na cabeça.
Engraçado, neste exato momento me imaginei deitado na minha cama com o notebook sobre as pernas e eu la escrevendo, e de fato é exatamente isso que estou fazendo kkkkkkk (Não faz sentido algum, eu me imaginar fazendo algo que eu realmente estou fazendo...)
Acabei de me lembrar que hoje a tarde eu fui até a loteria pagar um conta, e durante a minha volta pra casa, enquanto eu estava caminhando pela rua, comecei a pensar que eu era algum tipo de herói, não consigo me lembrar bem ao certo, mas eu tinha algumas habilidades, como força, velocidade e raciocínio rápido (não era inteligência, tava mais para bons reflexos), só sei que eu andava e me imaginava lutando contra algum boss, não conseguia visualiza-lo direito, mas ai, eu comecei a levar uma bela surra, sendo arremessado de um lado para o outro, quebrando árvores, carros e casas. Então cansei de tudo isso e pensei, ora bolas, este pensamento é meu, aqui eu posso ser o que eu quiser, não vou ficar apanhando, vou tomar alguma poção para detonar com esse boss. Quando me dei conta, já estava quase me aproximando de casa e o melhor era que eu estava rindo demais e muito alto, e todo mundo que passava ficava me encarando e rindo, eu deveria estar fazendo alguma cara muito engraçada ao rir, não sei. hehe E isso me fez lembrar que quando eu era mais novo, eu fazia isso com muito mais frequência (isso de andar pela rua rindo e gesticulando), tudo era motivo de aventura, eu sempre estava me imaginando em algum lugar usando os meus poderes para salvar o mundo, não importava onde eu estava, eu sempre ficava imaginando cenas como essas de hoje a tarde, em que eu era um super herói de quadrinho, de manga, de filmes, de desenhos animados.
https://www.google.com/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&docid=9pJB7hNE0Zp0oM&tbnid=VDcSQ4so4ugutM:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fgif15.blogspot.com%2F2010_03_01_archive.html&ei=FKbLUdqJDfTH4AP4xYHYDA&bvm=bv.48340889,d.dmg&psig=AFQjCNHjJBX7iC21j5doiUbKOwZRMB5VSA&ust=1372387195951380Eu tinha uma criatividade contagiante! Sim, eu tinha. Porque além de pensar em coisas foras do comum eu ainda compartilhava com os amigos e eles entravam no jogo e ai ficávamos nos imaginado em lugares diferente e até em outros mundos combatendo o mau... Já não faço mais isso, a vida adulta as vezes não me permite, na maioria das vezes me vejo forçados a manter toda a minha atenção nas questões do trabalho e dos estudos, já não da mais pra rir como criança. Estou vivendo, na verdade estou passando por alguma fase de não aceitação da vida adulta... Se tem alguma coisa que eu gosto nessa tal vida é do dinheiro, porque com ele eu posso comprar livros pra fugir dessa realidade. Sabe, são esses livros que possuem castelos, cavaleiros, gigantes e heróis, são sempre livros nestes perfis. Não sei, eu gostaria de fazer algo grande, ser reconhecido por um ato nobre, salvar um gato da árvore, ajudar uma velhinha a atravessar a faixa, confesso que eu até me esforço em busca de pessoas que precisam de ajuda para atravessar a faixa, mas essas velhinhas parecem que não existem, e se existem não querem ser ajudadas. Ia ser tão divertido! HAHAHA Pronto, já comecei a viajar aqui. Talvez seja melhor que não existam velhinhas para atravessar a rua, já que hoje em dia até mesmo as velhinhas andam mau humoradas, é capaz de eu acabar levando "guardachuvadas" na cabeça após oferecer ajuda, vai que elas pensam que eu estou ali para roubar suas bolsas; "Saia daqui seu marginal, você não vai levar o meu dinheiro que eu uso para comprar o sorvete da esquina do INSS" (Meu Deus, de onde eu tirei isso? Não faz sentido) Mas vai que acontece! Vou parar por aqui, já estou com sono. kiki²

domingo, 23 de junho de 2013

Só me resta o sorriso! (...)

Não posso mais fazer tudo sozinho... Não dá mais pra ser somente eu.... Pelo menos quando realizo atividades com outras pessoas não me sinto tão só... Estou com medo de ter adquirido algum tipo de síndrome psíquica... Não quero que ninguém tenha pena de mi, não quero ter que fingir que está tudo bem. Mas como eu faço? Como é que eu vou continuar? Me sinto como alguém desnecessário, descartável... Estou cansado de tantas brigas e tudo é minha culpa, eu sempre sou o responsável por tudo isso... Eu sempre tenho que ser crítico, sempre tenho que opinar e até quando não me mexo ou não faço nada a culpa é minha... Está tudo errado, mas não é com os outros, é comigo. Eu preciso de ajuda! Eu só queria ser visto sem precisar forçar um sorriso no rosto... É difícil ter que continuar quando você já não consegue mais continuar... Vai me faltando o fôlego... Vou tentar mais um vez, mais uma vez eu vou tentar seguir em frente... E eu rezo pra que eu não saia do caminho, peço ainda mais pra que não me tirem do caminho. (...)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Dorme que a fome passa!" se...

Comecei a escrever sobre sentimentos que a tanto tempo já não sentia presente em mim... Pensar em você sempre me fez doer... Doer algo, que eu não consigo descrever. É como se em algum lugar aqui dentro de mim fosse ficando vazio, justamente porque você surgiu pra me completar quando eu pensava estar incompleto (ou talvez eu estivesse completo e quando você foi embora levou um pedaço de mim). Você se foi e levou parte de mim... Mas as lembranças ficaram, estas permanecem e me ferem, porque de ti ainda sinto falta e é a saudade quem me mata... E tudo isso me faz pensar no "se" que pelo visto mora ao lado do "gostaria de". Não consigo organizar as minhas ideias por causa disso, acho que a culpa no fim, é o amor que ainda sinto por ti... E foi assim que nasceu meu pequeno poema sem rima, meio desengonçado... Mas nele têm tudo o que ainda sinto por ti, mesmo sabendo no fundo, que alguns segredos eu escondi...

Gostaria de ser mais do que um fato histórico nos seus aniversários
Mais do que um amigo especial
Mais do que uma paixonite entre adolescentes
Mais do que uma festa surpresa
Mais do que aquele amor de fim do colegial
Gostaria de ser mais do que flores e bombons em datas especiais
Gostaria de ser o John Mayer dos teus entardeceres
Gostaria de ser aquele que vive do teu cheiro
Aquele que vive dos teus lábios
Aquele que de fato pudesse te envolver
Aquele com quem você pudesse envelhecer
Gostaria de ser aquele que vive de você, por você e com você
Gostaria... Gostaria... Gostaria...
Gostaria de ser mais do que eu posso ser
Gostaria de sentir fome no meio da madrugada só pra ouvir você dizer
"Dorme que a fome passa!"
Mas esta maldita...
Ora, esta maldita só passaria seu eu estivesse com você.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Como superar a dor ao perder alguém importante? Ainda não sei se isso é possível de superar! (...)

      Você acorda pensando que vai curtir um Sábado maroto, levanta da sua cama cheio de disposição e corre para o computador para saber o que anda acontecendo nas redes sociais, joga um pouco de Marvel Avengers e ai se dá conta de que teve um sonho bastante estranho. Sonha que seu avô pergunta se pode morar com você e seus familiares. Então imediatamente fui conversar sobre o tal sonho com a minha mãe, e então percebemos que esse sonho não tinha nada a ver e começamos a rir. Deste modo, eu me encaminhei para o quarto para continuar no computador, eis que então o telefone toca, e meu avó nos dá uma notícia horrível, ele havia saído para ir ao mercado e quando voltou encontrou a minha vó morta. Ela havia sofrido um infarto fulminante. A notícia pegou a todos de surpresa, ninguém estava esperando por isso. Principalmente eu. É claro que eu não estou sendo a pessoa que mais está sofrendo com isso, minha dor nem de longe deve ser comparada ao da minha mãe e tios, para todos ela não era uma avó, e sim mãe... Sinto vontade de desabafar tudo que estou sentido, mas não me vejo conversando disto com outras pessoas, fico pensando em tal exposição... Uma exposição para pessoas que estão mais próximas com seus grandes olhos julgadores. Perdi todo o meu rendimento, eu não sei mais o que é ser uma máquina de estudar... Estudar... Antes de tudo isso, estudar era considerado por mim como um hobbie, eu sentava em qualquer lugar ao som das minhas músicas favoritas e pronto, estava feito a minha festa. Estudar era um dos meus maiores divertimentos, eu estava sempre no "pique", sempre na "vibe". O que resta agora é apenas desmotivação.
      As vezes eu também paro e penso. Para que estudar? Pra que trabalhar? De que serve o dinheiro? Você abre mão de coisas importantes como os seus familiares, amigos, um bom papo de Domingo sentado na varanda da casa de seus avós, ouvindo aquelas histórias de 1900 e bolinha, muita vezes a minha função variava de simples ouvinte para trocador de cortinas, mas na última vez eu disse que não iria trocar nada, não é mesmo? Era algo tão pequeno e simples de realizar... Eu sinto muito... É extremamente desgastante continuar agora, tudo tornou-se mais pesado, o sono é mais forte e intenso, e o desanimo é arrebatador. Não quero perder o meu mestrado... Mas me faltam todas as forças para continuar, estou vivendo inteiramente de momentos, em constante variação de personalidade, estou me autodiagnosticando como bipolar, só que bipolar para comigo mesmo, para os demais eu estou sempre sorrindo, está tudo bem, sou super ativo mesmo contra a minha vontade, me esforço ao máximo, porém quando eu chego em casa, o que me resta é desmoronar, retirar a máscara sorridente do rosto, deitar na minha cama e encarar o teto e ficar pensando em nada, no vazio, sem realizar nenhuma reflexão, fico horas e horas parado no tempo, em um tempo que não está nem um pouco preocupado em me esperar, ele continua seguindo, segundos são minutos, minutos são horas, horas são dias e quando desperto pra vida já se passou mais uma semana.     Agora esta é a rotina. Ainda sei o que é ser responsável, só não consigo mais ter responsabilidade... E isto está me matando, me afastando de todos os objetivos.
      Eu ainda queria que você estivesse entre nós... Minhas semanas já não são mais as mesmas porque eu não tenho mais os mesmos finais de semana! Ainda sinto saudades. Me desculpe por não ter trocado a sua cortina...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ðumn - Achocolatado + Xilofone + Cinto

    Aqui estou eu mais uma vez a escrever. Sobre o que, ainda não sei... Pensamento chegando e Dumn! (...)
Poxa vida, Domingo passado foi dia das Mães, e eu me lembrei de um fato que me ocorreu quando eu ainda era uma criança. Acabei de lembrar de uma perola da minha infância.
    Eu nunca havia apanhado, até aquele trágico dia... Todos os Sábados, assim como em todos os outros dias da semana eu acordava  as 6 da manha (acho que tinha uns 7 ou 8 anos), Sábado era um dia de folga para a minha mãe, e ela só queria dormir até mais tarde naquele dia, mas eu insisti  que eu precisava tomar achocolatado, eu à infernizei até vê-la levantar e ir preparar o tal bendito. E ela foi para a cozinha, esquentou o leite, transferiu o leite para o copo, adicionou o achocolatado em pó, mexeu, assoprou até esfriar, enquanto ela realizava todos estes procedimentos eu estava em sua cama, enrolado nas cobertas tocando o meu xilofone e analisando os objetos presentes no quarto, vi que tinha uma guarda-roupa, sapatos pelo chão, uma toalha branquinha no chão, um cabideiro cheio de roupas, um cinto na maçaneta da porta, e sob uma mesinha ao lado da cama tinha um pote de purpurina, então me veio a ideia de pegar a purpurina e colocar dentro do xilofone, para que ao bater/tocar o instrumento eu pudesse vê-la voar, foi neste exato momento que fui chamado para ir beber o meu "drinque infantil" na cozinha, mas eu queria toma-lo ali deitado na cama, e eu respondi que não iria, minha mãe ficou logo zangada, pois viu que não conseguiria voltar a dormir, mas ainda assim resolveu trazer o meu café da manha para a cama e foi cuidar das suas atividades do lar. Em quanto ela cuidava da limpeza dos outros cômodo eu acidentalmente derramei todo o leite com chocolate na cama, entrei em desespero, e sabia que não podia chama-la pois ficaria com raiva, imediatamente peguei o travesseiro e usei para limpar, então percebi que acabava de sujar a fronha do travesseiro também, avistei a toalha no chão e usei para esfregar a macha no lençol e com isso só aumentei o tamanho do estrago, não sabendo mais o que fazer pensei em esconder tudo, mas aonde? E como? Foi então que peguei o cobertor coloquei o travesseiro e a toalha sobre a mancha e logo em seguida cobrir tudo com o coberta, virou uma especie de monte, uma montanha, deste modo me sentei em cima do monte na esperança de afunda-lo, e deu certo, feliz da vida voltei a tocar o xilofone. Fiquei la por muito tempo, foi ai então que ouvi a sua voz dizendo: "o que foi que você aprontou que até agora não foi assistir TV?" E eu inocentemente respondi: "Não aprontei nada, estou dormindo", então ela disse que estava indo me ver dormindo, nem entrei em pânico pois eu sabia que ela nunca desconfiaria de nada (triste de quem não pensa). Ela só precisou aparecer na porta pra iniciar os gritos, o quarto estava todo brilhoso, por causa da fusão de purpurina com xilofone, e eu lembro que no meio dos gritos ela sempre dizia para eu me levantar, "levanta daí", "levanta agora", "vamos levanta", "anda menino sai daí', então ela disse: "você está me escondendo algo ai em baixo? Saí agora" e já foi me pegando pelo braço e colocando no chão, quando ela puxou o cobertor, pensa numa cara de terrorista que ela fez, me fuzilou com os olhos, o olho esquerdo dela tremia de ódio, um ódio misturado com surpresa, agustia e desespero, com certeza eu havia me superado na arte de pintar o sete, pense numa lambança, parecia que eu tinha passado era lama na cama inteira, tudo estava marrom. Ela perguntou o porque de ter feito aquilo, se eu não gostava dela, se eu queria mata-la, aquele drama de mãe... Foi então que ela disse que eu merecia apanhar, mas eu fui burro e disse: "VOCÊ SÓ SABE É DIZER QUE VAI ME BATER E NUNCA FAZ NADA" , pra que eu fui dizer isso? (Assinei minha carte de morte). Ela só puxou o cinto que estava na maçaneta e fez um movimento de chicote na direção na minha coxa, eu nem senti dor, só senti foi o mijo descendo pelas calças, e foi só uma cintada, só depois que se formou uma poça de xixi no chão foi que surgiu a dor, pensa na dor infernal, "cê tá é doido", foi a primeira vez que apanhei na vida, e como base na experiência, foi a última vez que apanhei na vida também.
        Depois de tudo isso minha mãe, limpou o quarto, lavou as cobertas e ainda me deu banho chorando (isso mesmo era ela quem estava chorando) e me pedindo desculpas, e eu disse: "Não chora não mamãe, eu nunca mais vou fazer isso, eu prometo... A cintada que eu levei doeu mais em mim do que em você, então não precisa chorar!" Aí que ela chorou mesmo, hoje eu intendo o porque de suas lágrimas, amor de mãe é muito grande, e nunca é de sua vontade bater nos filhos, mas tem uns pirralhos que são abençoados de mais, e mesmo levando essa cintada não me tornei uma criança, ou adolescente, ou adulto frustado, e ainda penso que mereci muito aquela cintada viu.
        Ah e quase me esqueço, aquele dia foi também a última vez que vi o xilofone, não sei onde ele foi parar, nunca tive a coragem de perguntar o fim ele tomou. kiki²

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ðumn - É só o começo


         Nada melhor que começar escrevendo "Ðumn". Esta palavra não passa de um som produzido pelo ato de apertar a tecla espaço do seu teclado quando o msn está "bugado"/travado. Para muitos é um som extremamente chato, mas para mim é meio que engraçado, sem falar que este efeito me lembra muito uma garota de Hortolândia, afinal isso só acontecia enquanto estávamos conversando... Não sei bem ao certo porque estou escrevendo, mas estou achando bem legal, mesmo sabendo que ninguém irá ler estes meus pensamentos. Sempre pensei em criar um blog, com o objetivo de ser popular, mas hoje vejo que é inteiramente desnecessário, isso porque já tenho 21 anos, e acabei vendo com os meus olhos que muitas pessoas que eram consideradas populares na minha época de escola não estão tão bem hoje, não que eu tenha me dado muito bem, mas eu ainda consegui manter algumas boas e velhas amizades (e vai por mim as melhores amizades com certeza são aquelas que nós consolidamos na infância e adolescência). É legal ter amigos, pessoas com quem compartilhar suas besteiras, risadas, raiva entre outras coisas, eles são como irmãos, só que nascidos de outros pais que não são seus. Parando para pensar neste momento, quantos amigos eu devo ter? Bem... Acredito que possuo uns 5 bons amigos... Cinco melhores amigos, daqueles que se eu estiver perdido e sem dinheiro em algum lugar e pedir ajuda, vão acabar indo me buscar, putos de raiva, sem paciência e cheio de razão, mas iremos voltar pra casa rindo de tudo. Um bom amigo sempre vai ter um tempinho pra ti, não importa se esse tempo será de apenas 5 minutos, afinal todas as pessoas possuem obrigações e você precisa respeita-las. Ah, tem uma coisa que eu também levo muito em consideração na construção de uma amizade, para que eu seja amigo de alguém não vejo muita necessidade de saber tudo sobre ela e muito menos que ele(a) saiba tudo sobre mim (deixo bem claro que isso é a minha opinião), acho um saco isso de ter que contar tudo que acontece na minha vida (mas é claro sempre existem exceções, algumas coisas precisam ser detalhadas outras não), isso de ficar de blá, blá, blá é chato, e é um saco quando as pessoas fazem isso, ficam insistindo para saber de algo que você não quer falar, não porque esteja fazendo doce, mas sim porque não está nem um pouco afim de relatar certos acontecimentos (aí começa a palhaçada, "não confia em mim", "eu não sou sua amiga", "você não me considera sua amiga", "você acha que eu vou contar pra alguém", as menininhas são as que mais gostam de fazer isso, pra mim tudo não passa de infantilidade isso sim, fato é que quando brigam, mesmo que seja por coisa banal passam a vida toda sem se falar e ainda por cima se odiando, passando pelo rua e virando a cara uma para a outra, quanta besteira). É por isso que se hoje me perguntarem algo que eu não esteja nenhum pouco afim de responder já mando um "Eu não tô afim de papo cacete" e sinta-se feliz pois quando eu perguntar algo que você não queira falar poderá dizer que não tá afim de papo e pronto, sem frescura, tudo resolvido, simples, é de fundamental importância que seja respeitado o seu direito de silencio. ("Ah véi" e na boa, não fica jogando verde, porque isso irrita... Demais. Então não fica forçando a barra). Primeiro que ninguém é obrigado a publicar a sua vida pra ninguém, e segundo é que geralmente estas pessoas que insistem em saber de mais, nunca querem contar fatos secretos sobre elas mesmas, estão sempre guardando algum tipo de segredinho, quando se possui uma amizade firme, nem é necessário ficar pedido pra que sejam contadas as coisa, elas simplesmente são ditas, sem pressão alguma, tudo flui naturalmente. Hum, bem depois de ter dito tudo isso, eu vou eliminar um melhor amigo. Zoação, é engraçado que eu possua um pessoas assim, com quem eu sempre possa contar, com isso eu penso que não existe uma receita para obtenção de bons amigos, o fato é que será necessário mais paciência com uns do que com outros, sempre terá aquele que é mais sensato, responsável, certinho, terá também o lerdo, desajeitado mas muito engraçado, sempre tem um "arregão", chorão, "reclamão", chato pra cacete, mas que de um jeito ou de outro sempre fará falta, e eu me vejo como o que está sempre rindo, cheio das piadinhas sem graça, o último a entender as coisas, despreocupado e ainda assim o surtado que nunca para de falar, gritar ou rir. Enfim, legal escrever aqui. kiki²

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