quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ðumn - Achocolatado + Xilofone + Cinto

    Aqui estou eu mais uma vez a escrever. Sobre o que, ainda não sei... Pensamento chegando e Dumn! (...)
Poxa vida, Domingo passado foi dia das Mães, e eu me lembrei de um fato que me ocorreu quando eu ainda era uma criança. Acabei de lembrar de uma perola da minha infância.
    Eu nunca havia apanhado, até aquele trágico dia... Todos os Sábados, assim como em todos os outros dias da semana eu acordava  as 6 da manha (acho que tinha uns 7 ou 8 anos), Sábado era um dia de folga para a minha mãe, e ela só queria dormir até mais tarde naquele dia, mas eu insisti  que eu precisava tomar achocolatado, eu à infernizei até vê-la levantar e ir preparar o tal bendito. E ela foi para a cozinha, esquentou o leite, transferiu o leite para o copo, adicionou o achocolatado em pó, mexeu, assoprou até esfriar, enquanto ela realizava todos estes procedimentos eu estava em sua cama, enrolado nas cobertas tocando o meu xilofone e analisando os objetos presentes no quarto, vi que tinha uma guarda-roupa, sapatos pelo chão, uma toalha branquinha no chão, um cabideiro cheio de roupas, um cinto na maçaneta da porta, e sob uma mesinha ao lado da cama tinha um pote de purpurina, então me veio a ideia de pegar a purpurina e colocar dentro do xilofone, para que ao bater/tocar o instrumento eu pudesse vê-la voar, foi neste exato momento que fui chamado para ir beber o meu "drinque infantil" na cozinha, mas eu queria toma-lo ali deitado na cama, e eu respondi que não iria, minha mãe ficou logo zangada, pois viu que não conseguiria voltar a dormir, mas ainda assim resolveu trazer o meu café da manha para a cama e foi cuidar das suas atividades do lar. Em quanto ela cuidava da limpeza dos outros cômodo eu acidentalmente derramei todo o leite com chocolate na cama, entrei em desespero, e sabia que não podia chama-la pois ficaria com raiva, imediatamente peguei o travesseiro e usei para limpar, então percebi que acabava de sujar a fronha do travesseiro também, avistei a toalha no chão e usei para esfregar a macha no lençol e com isso só aumentei o tamanho do estrago, não sabendo mais o que fazer pensei em esconder tudo, mas aonde? E como? Foi então que peguei o cobertor coloquei o travesseiro e a toalha sobre a mancha e logo em seguida cobrir tudo com o coberta, virou uma especie de monte, uma montanha, deste modo me sentei em cima do monte na esperança de afunda-lo, e deu certo, feliz da vida voltei a tocar o xilofone. Fiquei la por muito tempo, foi ai então que ouvi a sua voz dizendo: "o que foi que você aprontou que até agora não foi assistir TV?" E eu inocentemente respondi: "Não aprontei nada, estou dormindo", então ela disse que estava indo me ver dormindo, nem entrei em pânico pois eu sabia que ela nunca desconfiaria de nada (triste de quem não pensa). Ela só precisou aparecer na porta pra iniciar os gritos, o quarto estava todo brilhoso, por causa da fusão de purpurina com xilofone, e eu lembro que no meio dos gritos ela sempre dizia para eu me levantar, "levanta daí", "levanta agora", "vamos levanta", "anda menino sai daí', então ela disse: "você está me escondendo algo ai em baixo? Saí agora" e já foi me pegando pelo braço e colocando no chão, quando ela puxou o cobertor, pensa numa cara de terrorista que ela fez, me fuzilou com os olhos, o olho esquerdo dela tremia de ódio, um ódio misturado com surpresa, agustia e desespero, com certeza eu havia me superado na arte de pintar o sete, pense numa lambança, parecia que eu tinha passado era lama na cama inteira, tudo estava marrom. Ela perguntou o porque de ter feito aquilo, se eu não gostava dela, se eu queria mata-la, aquele drama de mãe... Foi então que ela disse que eu merecia apanhar, mas eu fui burro e disse: "VOCÊ SÓ SABE É DIZER QUE VAI ME BATER E NUNCA FAZ NADA" , pra que eu fui dizer isso? (Assinei minha carte de morte). Ela só puxou o cinto que estava na maçaneta e fez um movimento de chicote na direção na minha coxa, eu nem senti dor, só senti foi o mijo descendo pelas calças, e foi só uma cintada, só depois que se formou uma poça de xixi no chão foi que surgiu a dor, pensa na dor infernal, "cê tá é doido", foi a primeira vez que apanhei na vida, e como base na experiência, foi a última vez que apanhei na vida também.
        Depois de tudo isso minha mãe, limpou o quarto, lavou as cobertas e ainda me deu banho chorando (isso mesmo era ela quem estava chorando) e me pedindo desculpas, e eu disse: "Não chora não mamãe, eu nunca mais vou fazer isso, eu prometo... A cintada que eu levei doeu mais em mim do que em você, então não precisa chorar!" Aí que ela chorou mesmo, hoje eu intendo o porque de suas lágrimas, amor de mãe é muito grande, e nunca é de sua vontade bater nos filhos, mas tem uns pirralhos que são abençoados de mais, e mesmo levando essa cintada não me tornei uma criança, ou adolescente, ou adulto frustado, e ainda penso que mereci muito aquela cintada viu.
        Ah e quase me esqueço, aquele dia foi também a última vez que vi o xilofone, não sei onde ele foi parar, nunca tive a coragem de perguntar o fim ele tomou. kiki²

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ðumn - É só o começo


         Nada melhor que começar escrevendo "Ðumn". Esta palavra não passa de um som produzido pelo ato de apertar a tecla espaço do seu teclado quando o msn está "bugado"/travado. Para muitos é um som extremamente chato, mas para mim é meio que engraçado, sem falar que este efeito me lembra muito uma garota de Hortolândia, afinal isso só acontecia enquanto estávamos conversando... Não sei bem ao certo porque estou escrevendo, mas estou achando bem legal, mesmo sabendo que ninguém irá ler estes meus pensamentos. Sempre pensei em criar um blog, com o objetivo de ser popular, mas hoje vejo que é inteiramente desnecessário, isso porque já tenho 21 anos, e acabei vendo com os meus olhos que muitas pessoas que eram consideradas populares na minha época de escola não estão tão bem hoje, não que eu tenha me dado muito bem, mas eu ainda consegui manter algumas boas e velhas amizades (e vai por mim as melhores amizades com certeza são aquelas que nós consolidamos na infância e adolescência). É legal ter amigos, pessoas com quem compartilhar suas besteiras, risadas, raiva entre outras coisas, eles são como irmãos, só que nascidos de outros pais que não são seus. Parando para pensar neste momento, quantos amigos eu devo ter? Bem... Acredito que possuo uns 5 bons amigos... Cinco melhores amigos, daqueles que se eu estiver perdido e sem dinheiro em algum lugar e pedir ajuda, vão acabar indo me buscar, putos de raiva, sem paciência e cheio de razão, mas iremos voltar pra casa rindo de tudo. Um bom amigo sempre vai ter um tempinho pra ti, não importa se esse tempo será de apenas 5 minutos, afinal todas as pessoas possuem obrigações e você precisa respeita-las. Ah, tem uma coisa que eu também levo muito em consideração na construção de uma amizade, para que eu seja amigo de alguém não vejo muita necessidade de saber tudo sobre ela e muito menos que ele(a) saiba tudo sobre mim (deixo bem claro que isso é a minha opinião), acho um saco isso de ter que contar tudo que acontece na minha vida (mas é claro sempre existem exceções, algumas coisas precisam ser detalhadas outras não), isso de ficar de blá, blá, blá é chato, e é um saco quando as pessoas fazem isso, ficam insistindo para saber de algo que você não quer falar, não porque esteja fazendo doce, mas sim porque não está nem um pouco afim de relatar certos acontecimentos (aí começa a palhaçada, "não confia em mim", "eu não sou sua amiga", "você não me considera sua amiga", "você acha que eu vou contar pra alguém", as menininhas são as que mais gostam de fazer isso, pra mim tudo não passa de infantilidade isso sim, fato é que quando brigam, mesmo que seja por coisa banal passam a vida toda sem se falar e ainda por cima se odiando, passando pelo rua e virando a cara uma para a outra, quanta besteira). É por isso que se hoje me perguntarem algo que eu não esteja nenhum pouco afim de responder já mando um "Eu não tô afim de papo cacete" e sinta-se feliz pois quando eu perguntar algo que você não queira falar poderá dizer que não tá afim de papo e pronto, sem frescura, tudo resolvido, simples, é de fundamental importância que seja respeitado o seu direito de silencio. ("Ah véi" e na boa, não fica jogando verde, porque isso irrita... Demais. Então não fica forçando a barra). Primeiro que ninguém é obrigado a publicar a sua vida pra ninguém, e segundo é que geralmente estas pessoas que insistem em saber de mais, nunca querem contar fatos secretos sobre elas mesmas, estão sempre guardando algum tipo de segredinho, quando se possui uma amizade firme, nem é necessário ficar pedido pra que sejam contadas as coisa, elas simplesmente são ditas, sem pressão alguma, tudo flui naturalmente. Hum, bem depois de ter dito tudo isso, eu vou eliminar um melhor amigo. Zoação, é engraçado que eu possua um pessoas assim, com quem eu sempre possa contar, com isso eu penso que não existe uma receita para obtenção de bons amigos, o fato é que será necessário mais paciência com uns do que com outros, sempre terá aquele que é mais sensato, responsável, certinho, terá também o lerdo, desajeitado mas muito engraçado, sempre tem um "arregão", chorão, "reclamão", chato pra cacete, mas que de um jeito ou de outro sempre fará falta, e eu me vejo como o que está sempre rindo, cheio das piadinhas sem graça, o último a entender as coisas, despreocupado e ainda assim o surtado que nunca para de falar, gritar ou rir. Enfim, legal escrever aqui. kiki²

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